Telessaúde pode ser conceituada como o uso das modernas tecnologias da informação e comunicação para atividades à distância relacionadas à saúde em seus diversos níveis (primário, secundário e terciário). Possibilita a interação entre profissionais de saúde ou entre estes e seus pacientes, bem como o acesso remoto a recursos de apoio diagnósticos ou até mesmo terapêuticos (através da robótica).

O nosso Núcleo de Telemedicina foi implantado em 2007, com infraestrutura financiada por meio da Rede Universitária de Telemedicina, integrando o HUUFMA aos demais hospitais universitários participantes da rede.

O Núcleo é referência em telessaúde no estado e tem atuado ativamente na rede RUTE. Participa dos Grupos Especiais de Interesse: Telecoloproctologia, Bucomaxilofacial, Cardiologia Pediátrica e Cardiopatias Congênitas, Endometriose, Oftalmologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem em Pediatria, Rede Nacional de Pesquisa Clínica (RNPC), Saúde de Crianças e Adolescentes e outros. Integrou as atividades da Rede Nordeste de Biotecnologia e do Pré-vestibular da Cidadania. Criou o projeto Telecirurgia e o Grupo Especial de Interesse em Telecoloproctologia.

Em 2012, devido a vasta experiência em telemedicina no estado, o HUUFMA passou a ser o Núcleo de Telessaúde Técnico-Científico, instituições formadoras de conhecimento em gestão e/ou serviços de saúde, com as seguintes competências:

  • Responsabilizar-se pela oferta de Teleconsultoria, Telediagnóstico, Tele-educação e Segunda Opinião Formativa;
  • Compor e manter equipe de Teleconsultores e corpo clínico de especialistas de referência, compatível com a demanda pelos serviços citados acima;
  • Promover e apoiar a formação de Teleconsultores no âmbito do Telessaúde Brasil Redes;
  • Atualizar as informações e inserir dados no sistema nacional de informações do Programa, junto ao Ministério da Saúde, devendo apresentar relatório  anual de atividades que comprove o alcance das metas previstas no Plano de Trabalho;
  • Garantir a adequação dos padrões de interoperabilidade propostos pelo Programa;
  • Apoiar o desenvolvimento de protocolos que incluam a solicitação prévia de Teleconsultorias sobre procedimentos, para avaliação de necessidade de encaminhamento ou de solicitação para a Central de Regulação Médica de Urgências;
  • Monitorar e avaliar o Programa no seu âmbito de atuação, incluindo a análise do número e da pertinência dos encaminhamentos e solicitações de exames complementares, com vistas à ampliação do acesso aos serviços e à melhoria da resolutividade da atenção à saúde dos usuários do SUS; e
  • Desenvolver ações de Tele-educação, com base nas necessidades loco-regionais identificadas e em consonância com as prioridades da política nacional de saúde.